Ciência e Lazer : Conheça os encantos turísticos de Niterói para visitar durante a SBPC 2026

Ciência e Lazer : Conheça os encantos turísticos de Niterói para visitar durante a SBPC 2026

Com a proximidade da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece de 26 de julho a 1º de agosto de 2026, cresce a expectativa dos cerca de 50 mil visitantes sobre como desfrutar dos encantos da cidade de Niterói. O evento, sediado no Campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF), conta com o apoio estratégico da Prefeitura de Niterói para unir a experiência acadêmica do principal encontro científico da América Latina a um roteiro turístico diversificado. Sob o tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”, a reunião será um marco para a cidade, integrando pesquisadores e o público em geral em um ambiente de troca e descoberta.

Niterói se prepara para oferecer um cenário que equilibra a produção de conhecimento com belezas naturais e atrações culturais e de lazer. Para as milhares de pessoas que vão circular pelo campus e seus arredores, é natural que surjam questionamentos sobre o que visitar nos intervalos da programação acadêmica. A cidade oferece desde complexos arquitetônicos de renome no país até trilhas e fortificações históricas que mostram diferentes ângulos da Baía de Guanabara. Confira dez lugares para visitar durante a estada para o evento.

Museu de Arte Contemporânea (MAC)

O primeiro ponto turístico é o Museu de Arte Contemporânea (MAC), construído por  Oscar Niemeyer e o maior cartão-postal de Niterói. Com seu design futurista que remete a uma “nave espacial” e a rampa vermelha de 98 metros, o espaço integra exposições de arte a uma vista privilegiada da Baía de Guanabara e do Pão de Açúcar. No subsolo do edifício, o Bistrô MAC oferece café da manhã e almoço em um cenário panorâmico. Consulte a disponibilidade no Instagram @bistroniteroi. As galerias internas funcionam de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h30), enquanto o pátio externo abre diariamente às 9h. O ingresso normal custa R$ 20,00 (pagamento na bilheteria realizado exclusivamente em espécie), sendo que às quartas-feiras a entrada é franca para todo o público. 

Localização: Mirante da Boa Viagem, S/N°.

Caminho Niemeyer 

Além do MAC, Niterói abriga o Caminho Niemeyer, um complexo arquitetônico que reúne o segundo maior conjunto de obras assinadas pelo renomado arquiteto. O percurso se estende pela orla e inclui marcos como o Teatro Popular, o Memorial Roberto Silveira e a Fundação Oscar Niemeyer, todos com o design sinuoso característico que dialoga com a paisagem da Baía de Guanabara. O espaço abre aos sábados, domingos e feriados, das 7h às 18h, e conta com visitas monitoradas gratuitas que ocorrem diariamente, de hora em hora, entre 9h e 17h. Percorrer esse trajeto é uma forma de compreender a identidade urbana e artística de Niterói enquanto se aprecia a vista para o mar.

Localização: Avenida Jornalista Rogério Coelho Neto, S/N°.

Parque da Cidade

Para quem busca uma perspectiva panorâmica de Niterói, o Parque da Cidade é o destino ideal. Localizado no alto do Morro da Viração, o lugar é o preferido para registrar o pôr do sol e oferece uma vista das montanhas e praias do Rio de Janeiro. Além de contar com trilhas e cenários perfeitos para fotografias, o espaço é o ponto de encontro para entusiastas de esportes radicais, sendo famoso pelos voos duplos de parapente. O acesso ao parque é gratuito e o funcionamento ocorre de terça a domingo, das 7h às 18h.

Localização: Estrada da Viração, S/N° – São Francisco.

Fortaleza de Santa Cruz da Barra

Para os que buscam uma imersão na história nacional, a Fortaleza de Santa Cruz da Barra é um ponto de visitação que não pode faltar no roteiro, já que é considerada uma das fortificações mais bem preservadas do país. O local proporciona um mergulho no passado militar brasileiro, guardando canhões centenários e oferecendo uma vista da entrada da Baía de Guanabara. O passeio une cultura e belas paisagens e revela como a cidade foi importante para a proteção do litoral do Brasil ao longo dos séculos. As visitas guiadas ocorrem de terça a domingo, das 9h às 16h, com saídas a cada hora, e o ingresso inteiro custa R$ 10,00. 

Localização: Estrada Eurico Gaspar Dutra, S/N° – Jurujuba.

Campo de São Bento

Campo de São Bento, nomeado oficialmente como Parque Prefeito Ferraz, é o principal refúgio verde de Niterói e um marco histórico no coração do bairro de Icaraí. Com 36 mil metros quadrados, o espaço oferece um vasto território arborizado, lagos e o Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, sendo ideal para um descanso relaxante a apenas 12 minutos de carro do local da SBPC. O parque conta com atrações infantis e, aos sábados, domingos e feriados, recebe uma tradicional feira de artesanato das 9h às 15h. O funcionamento é diário, das 7h às 19h, com entrada gratuita. 

Localização: o espaço ocupa a área entre as ruas Lopes Trovão, Domingues de Sá, Gavião Peixoto e a Avenida Roberto Silveira.

Costão de Itacoatiara

Para os amantes de trilhas e do contato direto com a natureza, o Costão de Itacoatiara é uma opção de ecoturismo local. O passeio é muito procurado tanto por quem gosta de caminhar quanto por praticantes de escalada, que se aventuram pelos paredões de pedra da montanha. Além da subida principal, os visitantes podem explorar a Trilha da Enseada do Bananal, que é uma opção de caminho mais leve e tranquilo. O trajeto exige atenção nos pontos mais íngremes, mas a vista do mar e o pôr do sol lá de cima fazem todo o esforço valer a pena. O acesso é gratuito e o funcionamento ocorre diariamente, das 8h às 17h.

Localização: Rua das Flores, n°24 – Itacoatiara (Posto de Recepção ao Visitante).

Praia do Sossego

Praia do Sossego é considerada um dos mais belos recantos de Niterói e um dos principais  naturais do município. Por possuir uma pequena extensão e uma trilha de acesso menos conhecida, o local é um “tesouro escondido”, sendo muito frequentado por quem chega pelo mar em lanchas e iates. É o destino para quem busca um refúgio silencioso e contato direto com a natureza preservada. Embora o acesso seja liberado durante todo o dia, as autoridades recomendam a visitação entre 7h e 17h por questões de segurança e iluminação.

Localização: ela está situada entre as praias de Piratininga e Camboinhas – Região Oceânica de Niterói.

Mercado Municipal de Niterói 

Reaberto em 2023 após quase quarenta anos, o Mercado Municipal de Niterói ocupa um edifício histórico de arquitetura neoclássica e consolidou-se como um polo gastronômico e cultural. Reconhecido como Patrimônio Histórico do Estado, o espaço de 9.700 m² abriga mais de 150 lojas que oferecem desde artesanato e queijarias até cervejarias artesanais. Para os participantes da SBPC, o local é a escolha ideal para explorar sabores regionais. Além disso, o espaço possui o Centro de Atendimento ao Turista (CAT) onde pode-se obter informações sobre o turismo da cidade e as principais atrações do estabelecimento. O funcionamento é diário, com as lojas e o mercado abertos das 9h às 21h, enquanto a área de gastronomia e o biergarten operam das 11h às 23h.

Localização: Avenida Felíciano Sodré, n°488 – Centro de Niterói.

Rua Nóbrega

Rua Nóbrega consolida-se como o coração do Polo Gastronômico do Jardim Icaraí, sendo o destino obrigatório para quem busca explorar a diversidade culinária de Niterói. Reconhecida como o corredor gastronômico mais famoso da cidade, a via oferece mesas acomodadas na calçada e um cardápio variado que abrange desde hamburguerias artesanais,cafeterias e até pratos da alta gastronomia internacional. O local é o ponto de encontro ideal para  confraternizar com amigos, compartilhar momentos e degustar pratos elaborados para conquistar o paladar do público. Em dias úteis, a maioria dos estabelecimentos inicia suas atividades a partir das 17h, enquanto aos finais de semana diversos restaurantes já abrem as portas para o almoço. 

Localização: Rua Nóbrega, Jardim Icaraí. 

Ilha da Boa Viagem

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1938, a Ilha da Boa Viagem é um cenário onde a história e a natureza se fundem na costa leste da Baía de Guanabara. Com utilizações que variaram entre o uso militar e o acolhimento religioso desde o século XVII, o local abriga construções antigas  e uma capela histórica,  considerados símbolos do patrimônio niteroiense. O visitante pode explorar as paisagens de forma livre e gratuita aos sábados e domingos, das 10h às 17h. Para quem busca uma imersão maior, a Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur)  oferece visitas monitoradas sem custo nos horários de 10h, 11h30, 13h e 15h.

Localização: Praia da Boa Viagem, S/N°.

Hospedagem

A SBPC também oferece dicas extras sobre hospedagem para que a experiência do visitante seja completa e  uma lista diversificada de hotéis e pousadas para apoiar os participantes na escolha da melhor acomodação durante o evento. Essas orientações podem ser encontradas nosite oficial da 78ª Reunião Anual, na seção “Hospedagem”. Como a rede hoteleira de Niterói possui um número limitado de leitos, a Comissão de Alojamento e Hospedagem recomenda que as reservas sejam realizadas com antecedência. O guia oficial sugere opções estratégicas na região central, Ingá e Icaraí para facilitar o deslocamento até o Campus Gragoatá, além de listar alternativas na cidade do Rio de Janeiro com acesso facilitado via barcas. Vale ressaltar que a contratação da hospedagem é de inteira responsabilidade do participante.

Por João Santos

Por Dentro da SBPC: ExpoT&C

Por Dentro da SBPC: ExpoT&C

Mostra reúne atividades relacionadas às áreas de ciência, tecnologia e inovação

A ExpoT&C é um dos mais tradicionais núcleos do principal evento científico da América Latina. Fundada durante a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) de 1993, realizada em Recife, ela tem como objetivo concentrar atividades de ciência, tecnologia e inovação em um único espaço.

Com um público de até seis mil pessoas por dia, a ExpoT&C reúne universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento, entidades governamentais, setor empresarial e outras organizações interessadas em apresentar novas tecnologias, produtos e serviços. Um dos objetivos é a integração da universidade com o mercado tecnológico, gerando trocas de conhecimento e oportunidades de networking.

Ao longo de mais de três décadas, a mostra científica já ultrapassou a marca de 400 mil visitantes, com uma média de 10 mil por edição. Além de promover atrações realizadas por instituições nacionais e internacionais, o eixo também funciona como um agente de mudança cultural, que combina as competências das universidades e dos institutos de pesquisa para potencializar o desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro.

A Presidente da SBPC, Francilene Garcia, ressalta que a divulgação científica realizada no eixo temático é também um instrumento de promoção do conhecimento e combate ao negacionismo. “As portas do conhecimento abertas à população e, sobretudo, à juventude, mostram porque a divulgação científica democrática é o melhor antídoto contra o negacionismo e a desinformação.”

Expectativas para o evento de 2026

A estrutura da ExpoT&C ocupará uma área aproximada de 4 mil metros quadrados no Instituto de Educação Física da UFF, localizado no Campus Gragoatá. A tenda contará com dezenas de instituições parceiras, incluindo a Prefeitura de Niterói, Ministério da Saúde, agências de fomento, Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), universidades e empresas privadas.

A edição do núcleo temático será a primeira realizada no estado do Rio de Janeiro, visto que não houve nenhuma reunião anual em cidades fluminenses desde a sua criação. Para a coordenadora da 78ª edição da SBPC, Andréa Macedo, o movimento representa uma oportunidade para a população de Niterói e para o estado do Rio conhecerem mais da ciência produzida no país:

“A ExpoT&C é uma possibilidade diferenciada dos pesquisadores, agentes públicos de ciência, empresários da área de biotecnologia e tecnologias se encontrarem num espaço propício para conhecer, divulgar, fazer parcerias e demonstrar o que está sendo produzido. É um momento riquíssimo e que conta com uma linguagem que atende tanto a cientistas quanto a população da cidade de Niterói, do Rio de Janeiro e de diversas regiões do Brasil. Nela, o público terá a chance de conhecer um pouquinho da melhor ciência que se faz no país”.

Coordenadora da edição da Reunião da SBPC em 2026, Andrea Macedo (Jardel Rodrigues/SBPC)

O aluno de Engenharia de Telecomunicações, Enzo Dutra Gurgel do Amaral, diz que tem o costume de participar de eventos de tecnologia no espaço da universidade, e que as expectativas para a mostra são altas. “Em eventos desse tipo, geralmente, busco mais a pura troca de conhecimento, descobrir novidades e avanços nas tecnologias de minha área de interesse. Acho que são oportunidades bem únicas de ver em primeira mão e conversar com profissionais trabalhando ativamente na área”.

História da ExpoT&C

A mostra surgiu em 1993, durante a 45ª Reunião Anual da SBPC na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife (PE). Inicialmente chamada de “Expociência”, a primeira edição contou com 96 expositores de todo o país, com uma programação que incluía mesas-redondas, palestras e uma mostra de vídeos de divulgação científica.


Em 2006, na 58ª Reunião Anual da SBPC, realizada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o núcleo ganhou o novo nome, sendo chamado pela primeira vez de “ExpoT&C”. A partir deste momento, a mostra passou a estimular o modelo da “tripla hélice da inovação”, caracterizado por uma integração entre a universidade, Estado e empresas, para que o conhecimento produzido na academia seja implementado pelas companhias com o auxílio de financiamentos governamentais. Além disso, a presença de instituições internacionais é recorrente no espaço, o que possibilita a formação de parcerias com diversas organizações do Brasil.

Jovem realiza atividade na ExpoT&C durante a 76ª Reunião Anual (Jardel Rodrigues/SBPC)

Com o passar do tempo, o objetivo principal do núcleo se voltou principalmente à divulgação da ciência e menos à troca entre atores. Este ano, no entanto, a ideia é que os dois propósitos sejam priorizados, com foco em uma ciência de fácil entendimento e em colaboração com os diferentes produtores de ciência e tecnologia do Brasil. “Na edição da UFF, pretende-se reapresentar uma ExpoT&C com o foco de mostrar a melhor ciência que está se fazendo, com uma linguagem que atinja tanto o público mais jovem, pela divulgação de ciência, mas também o público de pesquisadores, as entidades, os órgãos públicos de financiamento da pesquisa e também as empresas, como parceiras interessadas naquilo que está sendo desenvolvido no Brasil”; explica Macedo.

Em 33 anos de existência, a mostra já reuniu em um mesmo espaço realizadores de pesquisas básicas, aplicadas, empresariais e com foco em políticas públicas. Desta forma, o objetivo da ExpoT&C é fazer com que todos esses agentes estejam juntos por seis dias, em um espaço comum, durante a Reunião Anual, pensando na ciência e tecnologia como um meio de melhorar a realidade brasileira.

Por Joao Pedro Chiabai e Isabela Bitencourt

Astronomia ganha espaço na programação de minicursos da 78ª Reunião Anual da SBPC

Astronomia ganha espaço na programação de minicursos da 78ª Reunião Anual da SBPC

Mais de 60 minicursos presenciais e online integram a programação, com atividades de diversas áreas do conhecimento. Todos oferecem certificado de participação.

Os interessados em Astronomia terão diversas oportunidades para aprofundar seus conhecimentos durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Entre os mais de 60 minicursos presenciais e online (webminicursos) oferecidos ao longo do evento, três atividades exploram diferentes dimensões da ciência do Universo, da pesquisa espacial às conexões entre astronomia, cultura e educação.

Um dos destaques é o minicurso “Astronomia e soberania: o domínio do espaço como motor do desenvolvimento nacional”, ministrado por Rogério Monteiro-Oliveira, do Observatório Nacional (ON). A atividade discutirá como a Astronomia, embora seja uma ciência básica, impulsiona o domínio do espaço, contribui para a formação de profissionais altamente qualificados e estimula o desenvolvimento de tecnologias de ponta. Também serão abordados os impactos desse processo para o fortalecimento da soberania científico-tecnológica brasileira e para a participação do País em grandes projetos astronômicos internacionais.

Outro curso em destaque é “O universo extremo: as ideias básicas da física de astropartículas e cosmologia”, ministrado por João Ramos Torres de Mello Neto, professor titular do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IF-UFRJ). O minicurso apresentará um panorama da evolução das ideias sobre o Universo, das concepções da Grécia Antiga às contribuições de Einstein e aos avanços da astronomia multimensageira, incluindo raios cósmicos, neutrinos e ondas gravitacionais. A programação também abordará temas como matéria escura, energia escura e os principais modelos cosmológicos.

Já o minicurso “A ciência do céu para todos: estudos de caso e metodologias no campo da astronomia cultural” será ministrado por Walmir Thomazi Cardoso e Rundsthen Vasques de Nader, docentes do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia da UFRJ, e por Flávia Lima, da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro. A atividade apresentará pesquisas realizadas com comunidades tradicionais (etnoastronomia), estudos sobre alinhamentos e pinturas rupestres em sítios arqueológicos e investigações sobre as orientações astronômicas de igrejas católicas no Rio de Janeiro. Também serão discutidas estratégias para levar esses conteúdos à Educação Básica, em diálogo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER).

Além das atividades voltadas à Astronomia, a programação de minicursos da 78ª Reunião Anual da SBPC reúne mais de 60 opções, entre as modalidades presencial e online, abrangendo diferentes áreas do conhecimento. Ministrados por pesquisadores, docentes e especialistas de instituições de todo o País, os cursos abordam temas das ciências exatas, naturais, humanas e sociais, além de assuntos contemporâneos relacionados à educação, saúde, tecnologia, cultura, meio ambiente e inovação.

As vagas para os minicursos presenciais são limitadas e preenchidas por ordem de matrícula e pagamento da taxa de inscrição. As inscrições permanecem abertas até 28 de julho para os minicursos presenciais e até 4 de agosto para os webminicursos. Todas as atividades oferecem certificado de participação.

A programação dos minicursos e webminicursos, as normas e as orientações para matrícula estão disponíveis no site da 78ª Reunião Anual da SBPC: https://ra.sbpcnet.org.br/78RA/

Os minicursos presenciais serão realizados de 28 a 31 de julho, das 8h às 9h30, nos campi Gragoatá, Praia Vermelha e Valonguinho da UFF. Já os webminicursos estarão disponíveis em formato online até 31 de agosto, proporcionando maior flexibilidade aos participantes. Todas as atividades possuem carga horária de seis horas e oferecem certificado mediante o cumprimento dos critérios de participação.

O valor da matrícula é de R$ 15,00 para sócios da SBPC com anuidade em dia e de R$ 30,00 para não sócios. Participantes que se inscreverem em mais de um webminicurso terão desconto no valor total das matrículas.

Cada participante poderá se matricular em apenas um minicurso presencial, pois todas as atividades ocorrerão nos mesmos dias e horários. Para obtenção do certificado, será exigida frequência mínima de 75% da carga horária.

Nos webminicursos, as seis horas de conteúdo serão disponibilizadas em aulas gravadas. Para obtenção do certificado, será necessária a conclusão integral das aulas disponibilizadas.

As vagas para os minicursos presenciais são limitadas e serão preenchidas por ordem de matrícula e pagamento da taxa. Já os webminicursos não possuem limite de vagas.

Participação na Reunião Anual é gratuita

Considerado o maior evento científico da América Latina, as Reuniões Anuais da SBPC são gratuitas e abertas a todos. Reúnem todos os anos milhares de pessoas – cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e visitantes, além de autoridades e formuladores de políticas públicas sobre ciência e tecnologia no País.

A entrada na Reunião Anual da SBPC é livre e gratuita para todas as atividades.

A programação preliminar e informações sobre inscrições estão disponíveis no site da 78ª Reunião Anual da SBPC: https://ra.sbpcnet.org.br/78RA/.

Apoiadores

A 78ª Reunião Anual da SBPC é uma realização da UFF e da SBPC, que tem como sócios institucionais a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM).

O evento conta com patrocínio da Finep e o apoio da Prefeitura de Niterói, da Faperj, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Programe-se e participe!

Veja abaixo a lista COMPLETA dos MINICURSOS PRESENCIAIS: 

MC-01 – INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Ministrantes: Laura de Oliveira Fernandes Moraes (UNIRIO) e Carla Amor Divino Moreira Delgado (UFRJ)

Ementa: O curso aborda fundamentos básicos de IA generativa: objetivos e métricas dos modelos, limitações, vieses e estratégias de interação em educação. Discute ética, soberania, regulamentação e responsabilidade digital. Oferece práticas para professores em criação de prompts, organização e produção de materiais. Ensina alunos a usar a IA criticamente, promovendo pesquisa, tutoria, verificação de dados e projetos colaborativos, estimulando autonomia, inclusão e desenvolvimento tecnológico consciente.

MC-02 – COMPUTAÇÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA (SBC)

Ministrantes: Leila Ribeiro (UFRGS), Thais Vasconcelos Batista (UFRN) e Graziela Ferreira Guarda (UFF)

Ementa: A Computação vem impactando significativamente o mundo nas últimas décadas, especialmente o computador, a internet, a inteligência artificial. Por isso, computação é essencial na formação do cidadão do século XXI e foi incluída na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) desde 2023. Este minicurso tem como objetivo discutir sobre temas relacionados ao ensino de Computação na Educação Básica e também sobre o impacto da Inteligência Artificial neste contexto: O que é Computação e sua relevância na formação escolar; Habilidades dos eixos pensamento computacional, mundo digital, cultura digital; Inteligência artificial e educação.; Oportunidades e desafios de implantação da Computação nos currículos escolares.

MC-03 – ASTRONOMIA E SOBERANIA: O DOMÍNIO DO ESPAÇO COMO MOTOR DO DESENVOLVIMENTO NACIONAL

Ministrante: Rogério Monteiro-Oliveira (ON)

Ementa: Como estudar o que não cabe em um laboratório? Como os objetos cósmicos estão incrivelmente distantes, a Astronomia exige tecnologias no estado da arte para desvendar o Universo, tornando-se uma poderosa força motriz de inovações. Neste minicurso, você descobrirá como essa ciência básica impulsiona o domínio do espaço, forma mentes brilhantes e estimula a indústria de ponta. Iremos entender como esse ciclo fortalece nossa soberania científico-tecnológica e o papel estratégico do Brasil nos maiores projetos astronômicos da atualidade.

MC-04 – O UNIVERSO EXTREMO: AS IDÉIAS BÁSICAS DA FÍSICA DE ASTROPARTÍCULAS E COSMOLOGIA

Ministrante: João Ramos Torres de Mello Neto (UFRJ)

Ementa: Minicurso introdutório às bases da física de astropartículas e da cosmologia. Partimos de perguntas essenciais — o que é a matéria, quais leis regem o Universo, ele é finito ou infinito, teve começo e terá fim? — e analisamos as “mensagens” de supernovas, colisões de buracos negros e outros eventos extremos. Abordamos a evolução das ideias, dos gregos a Einstein e à era multimensageira (raios cósmicos, neutrinos, ondas gravitacionais), discutindo matéria e energia escuras e modelos cosmológicos.

MC-05 – A CIÊNCIA DO CÉU PARA TODOS: ESTUDOS DE CASO E METODOLOGIAS NO CAMPO DA ASTRONOMIA CULTURAL

Ministrantes: Walmir Thomazi Cardoso (UFRJ), Rundsthen Vasques de Nader (UFRJ) e Flávia Lima (Planetário RJ)

Ementa: A astronomia cultural é um campo interdisciplinar voltado ao estudo das relações céu-terra em distintos contextos socioculturais, fundamentado na convergência da história, arqueologia, antropologia e astronomia, assim como outras disciplinas. Este minicurso aborda pesquisas com comunidades tradicionais (etnoastronomia), alinhamentos e pinturas rupestres em sítios arqueológicos (arqueoastronomia) e investigações sobre as orientações astronômicas de igrejas católicas no Rio de Janeiro (arqueoastronomia), com aplicações pedagógicas na Educação Básica, conforme a BNCC e ERER.

MC-06 – COMO E POR QUE ESTUDAR O PERFUME DAS FLORES EM MEIO ÀS EMERGÊNCIAS CLIMÁTICAS

Ministrantes: Rafael Ferreira da Silva (UFF) e Renatha Tavares de Oliveira (UNIRIO)

Ementa: Nesse minicurso, discutimos o perfume das flores como um fenômeno químico, ecológico e sensorial em transformação diante da crise ambiental contemporânea. A partir do diálogo entre a química de fragrâncias e as ciências ambientais, exploramos como as mudanças climáticas têm afetado a produção e a emissão dos compostos voláteis florais, comprometendo interações ecológicas essenciais e a própria biodiversidade.

MC-07 – QUANDO A QUÍMICA VIRA PROVA: FUNDAMENTOS DA QUÍMICA FORENSE

Ministrante: Wagner Felippe Pacheco (UFF)

Ementa: Neste minicurso, o participante será conduzido a uma imersão no fascinante universo da Química Forense, explorando como a ciência transforma vestígios imperceptíveis em provas decisivas. Serão discutidas as principais técnicas empregadas na revelação e interpretação de impressões digitais, os princípios químicos por trás da análise de manchas e padrões de gotejamento de sangue, e a balística química associada ao funcionamento de armas de fogo e à identificação de resíduos de disparo (GSR).

MC-08 – ATIVIDADES EXPERIMENTAIS INVESTIGATIVAS PARA PROFESSORES DE CIÊNCIAS DA NATUREZA: NANOTECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE

Ministrantes: Joana Guilares de Aguiar (UFF), Thiago de Melo Lima (UFF) e Célia Machado Ronconi (UFF)

Ementa: Curso de formação continuada para professores de Ciências da Natureza que articula ensino-pesquisa-extensão com atuação de docentes e discentes de dois programas de pós-graduação do IQ-UFF: o PPECN e o PPGQ. Ensino de Ciências por Investigação e as atividades experimentais investigativas. Experimentos com nanomateriais e sólidos adsorventes com foco em questões ambientais e sustentáveis. Adaptação de experimentos com materiais de baixo custo para o Ensino Médio. Problematização e interdisciplinaridade.

MC-09 – MICROPLÁSTICOS EM ALTA RESOLUÇÃO: DETECÇÃO E CLASSIFICAÇÃO AUTOMATIZADA VIA MICRO-FTIR-FPA

Ministrantes: Roberto Meigikos dos Anjos (UFF), João Paulo de Sá Felizardo (UFF) e Camila Rodrigues e Silva (UFF)

Ementa: Introdução aos microplásticos: conceitos fundamentais, definições e classificações. Potenciais fontes, rotas de transporte e impactos ambientais. Estratégias de amostragem, métodos de tratamento e controle de contaminação. Técnicas de identificação e caracterização dos microplásticos, princípios de espectroscopia infravermelha, reconhecimento de polímeros, controle de qualidade e interpretação dos resultados. Desafios e perspectivas de pesquisa em poluição por microplásticos.

MC-10 – AS METAS ECONÔMICO-ECOLÓGICAS DA AGENDA 2030 E SEU USO COMO FERRAMENTA DE DEFESA DA SOBERANIA

Ministrantes: Pedro Luiz Teixeira de Camargo (IFMG), Raphaella Karla Portes Beserra (IF Sudeste-MG) e Sany Karla Faria Trigo (IFMG)

Ementa: Agenda 2030 e suas metas, Teoria Econômica e Meio Ambiente. Conceitos básicos: desenvolvimento e crescimento econômico; mercado e mercadoria; oferta e demanda; preço e valor; uso e depreciação; valoração de custos ambientais. Sustentabilidade Fraca e Forte. Desenvolvimento sustentável e combate às desigualdades. Análise de projetos ambientais na perspectiva inclusiva.

MC-11 – IMPACTO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA EMERGÊNCIA E REEMERGÊNCIA DAS VIROSES

Ministrantes: Adriana de Abreu Corrêa (UFF) e Carmen Baur Vieira (UFF)

Ementa: O minicurso abordará como os efeitos das mudanças climáticas podem alterar a dinâmica das doenças virais. Será abordado como o aquecimento global e as consequentes alterações ecológicas alteram a disseminação de vírus, vetores e hospedeiros, influenciando na emergência e reemergência de viroses humanas, zoonóticas ou não. Serão discutidos conceitos de Uma Só Saúde (One Health), vigilância, estratégias de mitigação e de adaptação frente aos novos cenários ambientais e epidemiológicos.

MC-12 – CADASTRO NO SISGEN / CGEN

Ministrantes: Laila Salmen Espindola (SBPC/UnB), Thiago Augusto Zeidan Vilela de Araujo (MMA) e Thiego de Sousa Cotrim (MMA)

Ementa: Atividade prática, para ensinar como realizar o cadastro de acesso ao Patrimônio Genético e ao Conhecimento Tradicional Associado no SisGen/CGEn. Aulas: introdução ao SisGen e primeiros passos no sistema; identificação de situações que configuram acesso ao PG/CTA e simulação de decisões para cadastro; preenchimento completo de um cadastro real ou simulado no Sistema SisGen; correção de erros frequentes, exercícios de revisão de cadastros e orientação para boas práticas institucionais.

MC-13 – GESTÃO E GOVERNANÇA DA BIOPROTEÇÃO: IMPLEMENTANDO A ISO 35001 EM LABORATÓRIOS

Ministrantes: Denise Torres da Silva (FIOCRUZ), Kelly Fagundes Nascimento (MAPA) e Karinne Spirandelli Carvalho Naves (UFU)

Ementa: Este minicurso oferece uma introdução prática e aplicada à ISO 35001:2019 – Biorisk Management, abordando os princípios fundamentais de gestão de riscos biológicos e governança organizacional em biossegurança e bioproteção. Serão explorados os elementos essenciais para a estruturação e implementação de sistemas de gestão baseados em risco, com foco em laboratórios de pesquisa, ensino, diagnóstico e produção.

MC-14 – INTEGRAÇÃO ENTRE MANEJO, BIOSSEGURANÇA E EXPERIMENTAÇÃO ANIMAL: DESAFIOS E INOVAÇÕES NA PESQUISA

Ministrantes: Isabele Barbieri dos Santos (FIOCRUZ), Luiz Cesar Cavalcanti Pereira da Silva (FIOCRUZ) e Denise Torres da Silva (FIOCRUZ)

Ementa: Estudo dos princípios e práticas integradas de manejo e biossegurança aplicados à experimentação animal em pesquisa científica. Discussão dos aspectos éticos, legais e técnicos relacionados ao uso de animais em ciência, com foco nas boas práticas laboratoriais, no bem-estar animal e na redução de riscos biológicos e ocupacionais. Aborda as inovações em técnicas de manejo, habituação e refinamento de procedimentos experimentais que asseguram o bem-estar animal e a biossegurança.

MC-15 – CIÊNCIA CIDADàNA PRÁTICA: INCLUSÃO E INOVAÇÃO EM SAÚDE E SUSTENTABILIDADE

Ministrantes: Maria Simone de Menezes Alencar (UNIRIO), Clarissa Coelho Vieira Guimarães (UNIFESP) e Jéssica Silva Brunoni (UNIRIO)

Ementa: O minicurso propõe introduzir conceitos, princípios e práticas de Ciência Cidadã, no contexto da Ciência Aberta. Destaca seu potencial para a inclusão social, democratização do conhecimento e inovação em saúde e sustentabilidade. De forma teórico-prática, os participantes serão convidados a desenvolver uma proposta de microprojeto de ciência cidadã, voltado a desafios reais de suas comunidades, articulando saberes científicos e populares.

MC-16 – ARTE E EDUCAÇÃO NA COLETIVIDADE PARA A ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM OU SEM DEFICIÊNCIAS

Ministrantes: Jairo Werner Júnior (UFF), Rosita Carvalho Reynaud Schaefer (UFRJ) e Deborah Castro Fajardo Lopes (IPHEM)

Ementa: Nas aulas exploraremos metodologias que privilegiem a diversidade e a expressão criadora, no intuito de promover alfabetização e desenvolvimento integral de crianças com ou sem deficiência. Fundamentados na teoria histórico-cultural de Vigotski e na pedagogia de Heloísa Marinho, o curso visa contribuir para que educadores e agentes sociais proporcionem acesso a ambientes coletivos afetivo-cognitivos, por meio da medicação semiótica, da dialogia e da interação social.

MC-17 – SAÚDE E MEIO AMBIENTE NAS ESCOLAS – TRANSVERSALIDADE COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO NO ENSINO BÁSICO (FIOCRUZ)

Ministrantes: Cristina Araripe Ferreira (FIOCRUZ), Carlos José Saldanha Machado (FIOCRUZ) e Maria Inez Sodré Saraiva (FIOCRUZ)

Ementa: A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz, propõe-se a discussão acerca da importância dos temas transversais saúde e meio ambiente no ambiente escolar. Em um contexto marcado por crises socioambientais, mudanças climáticas e desigualdades estruturais, torna-se urgente fortalecer práticas pedagógicas que abordem tais temas de forma transversal e integrada ao currículo. A partir das experiências desenvolvidas no âmbito da Olimpíada, nas três modalidades da Obsma: Produção de Texto, Projeto de Ciências e Produção Audiovisual, busca-se refletir na promoção de uma educação crítica, comprometida com a formação de sujeitos capazes de compreender e intervir nas realidades socioambientais que os cercam.

MC-18 – EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA EM SAÚDE: ARTICULAÇÃO COM OS MOVIMENTOS POPULARES E O SUS.

Ministrantes: Aluisio Gomes da Silva Junior (UFF), Gilson Saippa de Oliveira (UFF) e Maria Goretti Andrade Rodrigues (UFF)

Ementa: Este minicurso será ofertado sob a forma de Oficina da Rede UFF de Saúde Coletiva agregando participantes dos diversos campi da Universidade, profissionais de saúde e representantes de movimentos populares para discutir sua articulação com as Redes de Saúde locais na produção de conhecimento engajado nas lutas populares e na construção do Sistema Único de Saúde. Espera-se uma troca de experiências e a formulação de diretrizes de atuação conjunta nos 9 municípios onde a UFF tem sede

MC-19 – AGROTÓXICOS, COLONIALISMO QUÍMICO E IMPERIALISMO: EFEITOS NAS CONDIÇÕES DE VIDA, SAÚDE E TRABALHO

Ministrantes: Ariane Leites Larentis (ENSP/Fiocruz), Ana Paula das Neves Silva (ENSP/Fiocruz) e Silvia Kelly Mendes da Costa (UFRJ)

Ementa: As questões ambientais e os impactos do agronegócio têm estado na ordem do dia e os cientistas são unânimes em indicar que estamos em um momento de profunda crise, que cada vez mais se aproxima de um ponto de não retorno, se é que já não se chegou a ele. O objetivo do minicurso é discutir os efeitos sobre as condições de vida e saúde da classe trabalhadora da inserção subordinada do Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo e o maior consumidor de agrotóxicos, na economia mundial.

MC-20 – AGRICULTURA REGENERATIVA: A BAIXA PEGADA HÍDRICA DAS HORTAS SUCULENTAS

Ministrante: Alexandre José Firme-Vieira (UFF)

Ementa: Minicurso composto de 4 módulos independentes: Módulo 1- Agricultura regenerativa, ciclos ecológicos, as ecologias o cuidado e as hortas suculentas, com pegada hídrica suave; Módulo 2- Cuidados com o solo como organismo vivo na regeneração ecológica da agricultura; Módulo 3- Sucessão ecológica ou plantio? Como cuidar da regeneração; Módulo 4- Plantar e deixar crescer, cuidando de plantas alimentícias não convencionais.

MC-21 – GÊNERO, VIOLÊNCIA E PODER JUDICIÁRIO

Ministrantes: Fernanda Andrade Almeida (UFF), Leticia Virginia Leidens (UFF) e Larissa Batista Franco (UFF)

Ementa: O minicurso tem como proposta trabalhar a temática da violência contra meninas e mulheres no Brasil em suas múltiplas dimensões, incluindo a violência institucional praticada pelos órgãos responsáveis pela proteção desse público. Serão abordadas, ainda, repercussões internacionais dessa violência, como casos de mulheres brasileiras em situação de violência doméstica no exterior e violências contra mulheres imigrantes no Brasil.

MC-22 – TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

Ministrantes: Danielle Carusi Machado (UFF) e Ariana Martins de Britto (J-PAL)

Ementa: O objetivo deste minicurso é apresentar os principais métodos de avaliação de impacto de políticas públicas a partir de 4 aulas expositivas de 1.30 minutos cada, onde serão passados os principais conceitos que norteiam as técnicas de estimação de impacto, as aplicações para alguns contextos no Brasil e no mundo bem como alguns exemplos realizados de avaliação em políticas públicas. Serão feitos alguns exemplos práticos em sala e discutidos alguns pontos dos métodos.

MC-23 – NOVOS BRICS, POTENCIALIDADES E PERSPECTIVAS

Ministrantes: Eduardo Rodrigues Gomes (UFF), Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto (UFF) e Lenaura de Vasconcelos Costa Lobato (UFF)

Ementa: O minicurso apresenta os aspectos mais relevantes dos BRICS ao longo de sua trajetória e na transição atual para o BRICS Plus, com a incorporação de cinco novos membros do Oriente Médio e Norte da África. O BRICS defende uma ordem internacional mais inclusiva, multilateral e participativa, cuja arquitetura econômica seja promotora do desenvolvimento e inclusão social, e cujo arcabouço jus-político seja capaz de promover valores como paz, justiça e sustentabilidade, a partir do NuBRICS da UFF.

CANCELADO MC-24 – ARQUIVOS COMUNITÁRIOS: RESISTÊNCIA, DIVERSIDADE E INCLUSÃO NA PRESERVAÇÃO DAS MEMÓRIAS COLETIVAS

Ministrantes: Mônica Tenaglia (UFF) e Natália Bolfarini Tognoli (UFF)

Ementa: A compreensão sobre os arquivos comunitários é essencial para reconhecer iniciativas que surgem, muitas vezes, à margem das políticas públicas, e que revelam memórias, práticas e identidades ausentes nos arquivos institucionais. Este minicurso aborda a formação, preservação e uso social desses acervos como instrumentos de resistência, cidadania e valorização da diversidade. Dialoga com os eixos “Democracia, Desigualdades e Diversidades”, e “Inclusão”.

MC-25 – CONVERSANDO SOBRE O ASSÉDIO NAS ORGANIZAÇÕES

Ministrantes: Cládice Nóbile Diniz (UNIRIO), Juliana Arruda (UFRRJ) e Fafate Costa (UFRRJ)

Ementa: Promover o letramento teórico e prático sobre o assédio e oferecer subsídios para análise de casos de assédio moral e sexual nas organizações, com base em metodologia e diretrizes do Ministério Público a fim de se viver em ambientes de trabalho e estudo mais seguros, plurais e igualitários.

MC-26 – ETNOQUÊ? INTRODUÇÃO AO MÉTODO DE PESQUISA-AÇÃO ETNOGRÁFICA

Ministrantes: Rolf Malungo de Souza (UFF) e Priscila Tavares dos Santos (InEAC)

Ementa: O minicurso Etnoquê apresenta a etnografia como tecnologia social, conforme registrada no Catálogo da AGIR/UFF (2024), enfatizando seu potencial de democratização do conhecimento e de transformação social. Fundamentado na observação participante, na produção de dados e na interação comunicativa, o curso destaca a etnografia como instrumento de acesso qualificado às visões de mundo de sujeitos coletivos, contribuindo para pesquisas engajadas e projetos voltados à justiça social.

MC-27 – MODOS DE VIDA, RACISMO E EDUCAÇÃO: PERSPECTIVAS A PARTIR DOS POVOS DE TERREIROS

Ministrantes: Ana Paula Mendes de Miranda (UFF), Luena Nascimento Nunes Pereira (UFRRJ) e Leonardo Vieira Silva (UFF)

Ementa: Propõe-se refletir sobre os conflitos étnico-raciais e religiosos que envolvem os povos de terreiro, destacando seus modos de vida, saberes e resistências. Inspirando na Lei 10.639/2003, discutiremos as expressões do racismo religioso e como a educação pode valorizar as tradições afro-brasileiras e promover práticas antirracistas. Voltado a graduandos, pós-graduandos e professores. O programa abordará os eixos: Intolerâncias/Racismos; Modos de vida nos terreiros e Educação para a diversidade.

MC-28 – ORCID E COMPANHIA: DESVENDANDO OS IDENTIFICADORES E PERFIS DE AUTOR

Ministrante: Iara Vidal Pereira de Souza (UFF)

Ementa: Este minicurso vai apresentar na prática como utilizar o Orcid, identificador persistente internacional gratuito cada vez mais utilizado na pesquisa; como criar/gerenciar perfis nas bases Web of Science (antigo ResearcherID), Scopus (Author ID) e Google Scholar; e como integrar essas ferramentas ao Currículo Lattes.

MC-29 – ESCRITA ACADÊMICA NAS CIÊNCIAS HUMANAS: FUNDAMENTOS, ÉTICA E PRÁTICAS CONTEMPORÂNEAS

Ministrante: Mariane da Silva Pisani (UFPI)

Ementa: O minicurso propõe um laboratório de escrita acadêmica nas Ciências Humanas, no qual os participantes desenvolvem um texto próprio ao longo de quatro encontros. Serão trabalhados formulação de problemas, construção argumentativa, uso de evidências, ética e autoria, além de estratégias de revisão e publicação. A proposta articula reflexão teórica e exercícios práticos, acompanhando o processo de escrita como forma de produzir conhecimento. Aula 1: tema, problema de pesquisa e tese. Aula 2: estrutura do texto, parágrafos e argumentação. Aula 3: ética, autoria, posicionalidade e uso de referências. Aula 4: revisão, clareza textual, normas e estratégias de publicação.

MC-30 – O PENSAMENTO COMPUTACIONAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS

Ministrantes: Claudiane Figueiredo Ribeiro (FAETEC-RJ), Sergio Crespo Coelho da Silva Pinto (UFF) e Ana Isabel de Azevedo Spinola Dias (UFF)

Ementa: Neste curso o Pensamento Computacional será apresentado para especialistas e não-especialistas através de práticas pedagógicas inclusivas. O primeiro encontro abordará conceitos de Pensamento Computacional e os pilares que auxiliam na resolução de problemas. O segundo encontro incluirá uma apresentação prática do uso do Pensamento Computacional apoiado por jogos digitais. No terceiro e quarto encontro serão apresentados os conceitos da Pessoa com deficiência e a Computação Desplugada, produzindo-se novas atividades. Também será aplicada uma autoavaliação sobre o aprendizado.

MC-31 – DESCOLONIZANDO AS MÍDIAS DIGITAIS: O LABORATÓRIO MULHERES INDÍGENAS NA WIKIPÉDIA

Ministrantes: Elisa Fruhauf Garcia (UFF), Suelen Siqueira Julio (Colégio Pedro II) e Andressa Inacio de Oliveira Bonatto (UFF)

Ementa: O minicurso abordará estratégias de enfrentamento ao colonialismo e seus legados a partir da experiência do Laboratório Mulheres Indígenas na Wikipédia (Lamiw/UFF), que promove a difusão científica por meio de oficinas e pesquisas, capacitando estudantes e fortalecendo a divulgação do conhecimento histórico. Por meio de aulas teóricas e práticas, os participantes analisarão os vieses de gênero e raça, bem como os regimes de conhecimento nas humanidades digitais. Wikiversidade: https://w.wiki/7zy

MC-32 – REFLEXÕES SOBRE O ESTUDO DA HISTÓRIA E DA MEMÓRIA DOS LUGARES SUBURBANOS

Ministrantes: Gabriel da Silva Vidal Cid (UERJ), Rachel Gomes de Lima (UCAM) e Rafael Mattoso (SEEDUC/RJ)

Ementa: O Minicurso avança na organização de um campo de estudos sobre os subúrbios cariocas, dialogando temas e disciplinas caros à discussão, como memória, políticas e a História. A proposta é colaborar para o acúmulo de conhecimento interdisciplinar, focado na crítica aos estigmas e a valorização da agência dos atores deste território. O Minicurso resulta do diálogo entre pesquisadores e ativistas que vêm se reunindo em atividades diversas como seminários, encontros e publicações.

MC-33 – FABRICANDO COMUNS: QUESTÕES PARA UMA CIÊNCIA PRETA, FEMININA E BRASILEIRA

Ministrantes: Jessica da Silva David (UFRJ), Rosa Maria Leite Ribeiro Pedro (UFRJ) e Lucas Gabriel de Matos Santos (UFRJ)

Ementa: A partir do entendimento de que as práticas científicas hegemonicamente se sustentam sobre uma lógica branca, masculina e do norte global, o presente minicurso propõe o desafio de recolocar a questão da produção de conhecimento de modo positivo, não no sentido de uma dualidade de bom e ruim, mas de quem afirma uma ciência feita no feminino, por corpos pretos e que falam desde o seu lugar.

MC-34 – A CLÍNICA IMAGÉTICO-AFETIVA DE NISE DA SILVEIRA: HISTÓRIA, FUNDAMENTOS E ATUALIDADE

Ministrantes: Maddi Damião Junior (UFF), Luana Maria Rotolo (UFF) e Paula Barros Dias (UFF)

Ementa: O curso apresenta Nise da Silveira como precursora da Reforma Psiquiátrica brasileira, apontando os fundamentos teórico-metodológicos de sua prática e a atualidade do seu método terapêutico. A leitura das imagens produzidas espontaneamente nos ateliês e oficinas terapêuticas será discutida enquanto método de pesquisa a partir das experiências do Museu de Imagens do Inconsciente enquanto um museu vivo e do Coletivo Arte-Intervenção em Recife.

MC-35 – CIÊNCIA EM DOBRAS: EDUCAÇÃO LÚDICA PARA INSPIRAR MENINAS NAS CIÊNCIAS (SBPC- GÊNERO)

Ministrantes: Valeria de Matos Borges (Fiocruz/BA), Kowawa Kapokaja Apurinã (Rede Ruidosa Alma) e Lorrayne Isidoro Gonçalves (FIOCRUZ)

Ementa: O minicurso “Ciência em Dobras”, do Projeto Meninas nas Ciências – UFF, utiliza o livro “Cientistas de papel”. Como eixo central, propõe uma dinâmica baseada na montagem da boneca que dialogue com a trajetória, identidade e referências culturais de cada participante. A partir da fala de cientistas do livro, serão realizadas oficinas de ecobags com traços de pertencimento ancestral e momentos de reflexão guiada, promovendo o reconhecimento da diversidade de percursos na ciência. A proposta amplia o pertencimento por meio de metodologia lúdica que integra narrativa, manualidade e reflexão crítica.

MC-36 – DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NA WEB PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA

Ministrantes: Ana Paula Cabral Couto Pereira (UFF) e Gisele dos Santos Miranda (UFF)

Ementa: Esta oficina visa compartilhar com professores e graduandos dos cursos de licenciatura, práticas sobre o uso de tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs), empregadas em ações do projeto Meninas e Mulheres na Ciência do ColuniUFF (@mmc.coluniuff), que promovem a divulgação científica na web, e buscam engajar estudantes em feiras de ciências e inovação e em projetos de pesquisa e extensão, na educação básica, além de despertar o pensamento crítico sobre ciência e tecnologia.

MC-37 – O USO DAS REDES SOCIAIS NA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: ENTRE INFLUENCIADORES E PÁGINAS INSTITUCIONAIS

Ministrantes: Miguel Figueiredo (UFRJ), A Definir () e A Definir ()

Ementa: Atualmente as redes sociais, como Instagram e Tik Tok, estão intrinsecamente presentes no cotidiano de todos nós, em particular dos jovens. Elas podem ser um instrumento importante na divulgação científica, desde que utilizadas convenientemente, em temas de física, saúde, mudanças climáticas etc. Serão apresentados no minicurso, voltado para estudantes universitários e professores do Ensino Médio, estudos e reflexões sobre o uso vídeos curtos na divulgação científica e os impactos deles, bem como discutidos o papel dos influenciadores e das páginas institucionais.

MC-38 – EDUCAÇÃO E EQUIDADE DE GÊNERO EM STEM

Ministrantes: Monica Santos Dahmouche (Fundação Cecierj), Simone Pinheiro Pinto (Fundação Cecierj) e Gisele Miranda (UFF)

Ementa: O minicurso tem o objetivo contribuir para educação equitativa em gênero, no ensino de ciências da educação básica. Provocaremos reflexões sobre temas e posturas que geram inequidade de gênero e que promovem mudanças de cenários. Serão apresentados estudos de caso, além de materiais para serem usados em sala de aula para discutir a presença das mulheres nas ciências exatas, engenharias e computação, bem como no mercado de trabalho.

MC-39 – MENINAS MULTIPLICADORAS DE CIÊNCIA (SBPC – GÊNERO)

Ministrantes: Maria João Lima Soares de Resende (UFF), Erica Cristina Nogueira (UFF) e Carolina Pinheiro da Silveira (CE Joaquim Távora)

Ementa: Propomos uma reflexão sobre desafios e possibilidades de incentivar a participação de meninas nas ciências, com foco em Química, Física e Matemática. Serão apresentadas experiências inspiradoras e desenvolvidas atividades interdisciplinares que possam ser reproduzidas em escolas e projetos de extensão. Ao final, os participantes elaborarão propostas pedagógicas voltadas à promoção da equidade de gênero e à formação de meninas como multiplicadoras da ciência em suas comunidades.

MC-40 – TECNOLOGIA SOCIAL NA PRÁTICA: JOGOS DIDÁTICOS PARA IMPULSIONAR SABERES E SOLUÇÕES COLETIVAS

Ministrantes: Viviani Rios Kwecko (FURG), Laís Silveira Fraga (UNICAMP) e Diana Cruz Rodrigues (MPEG)

Ementa: O minicurso, proposto pela Associação Brasileira de Tecnologia Social (ABEPETS), aplica jogos didáticos para vivenciar e criar Tecnologias Sociais (TS) a partir de saberes locais. O jogo “Conduzir a Cooperativa” estimula decisões solidárias e soluções coletivas, enquanto o jogo “Tecnologia Social na Escola” engaja estudantes na implementação de TS em escolas públicas e comunitárias. A abordagem metodológica fortalece a autonomia, a cooperação e o desenvolvimento comunitário.

MC-41 – DESIGN DE JOGOS DE TABULEIRO E PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA

Ministrantes: André Luiz Videira de Figueiredo (UFRRJ) e André Cavedon Ripoll (UFF)

Ementa: Jogos de Tabuleiro constituem instrumentos privilegiados para a construção de relações de ensino-aprendizagem caracterizadas pela participação e estímulo à construção do conhecimento. Como instrumentos de divulgação científica e de reflexão política, estimulam relações críticas e democráticas. Pretende-se apresentar um método para a elaboração de jogos de tabuleiro para contextos formativos, a partir do qual participantes desenvolverão seus jogos até o nível da prototipação manuscrita.

MC-42 – JOGOS DE TABULEIRO INVESTIGATIVOS COMO ESTRATÉGIAS PARA A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA

Ministrantes: Carolina Nascimento Spiegel (UFF), Clever Gustavo de Carvalho Pinto (IFAM) e Debora Regina da Silva (UFF)

Ementa: O minicurso propõe uma abordagem teórico-prática sobre o papel dos jogos de tabuleiro investigativos na divulgação científica e no enfrentamento da desinformação. Busca integrar fundamentos da alfabetização científica e experiências de criação coletiva de Casos investigativ, promovendo o desenvolvimento do pensamento crítico, da argumentação e da comunicação científica no ensino de ciências. A proposta incentiva práticas criativas e cooperativas para tornar a ciência mais acessível e inclusiva.

MC-43 – METODOLOGIAS ATIVAS E OS DESAFIOS DA SALA DE AULA CONTEMPORÂNEA

Ministrantes: Juliana Mendes da Silva (CEFET-RJ), Gabriela dos Santos Leite Boechat (UFF) e Ivana Fontoura Carvalho (UFF)

Ementa: O minicurso apresentará um roteiro prático de metodologias ativas. 1) estratégias individuais focadas em técnicas de síntese e organização de ideias; 2) estratégias de grupo, com métodos estruturados para a colaboração; 3) estratégias de gamificação, construindo uma atividade com narrativa, pontos e conquistas para motivar os alunos; 4) O curso aprofundará o uso de IAs (ChatGPT, Gemini), trabalhando a criação de “prompts ricos” através da análise de sua estrutura e de uma oficina mão na massa.

MC-44 – MEIO AMBIENTE, MUDANCAS CLIMÁTICAS E DESDOBRAMENTOS DA COP-30.

Ministrantes: Gelta Terezinha Ramos Xavier (UFF), Alexandro Chagas Florentino (UFF) e Jeferson Luiz Choma (USP)

Ementa: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas nos currículos escolares, implicações pedagógicas e desafios para a educação ambiental. Principais resultados da COP-30, implicações sociais, estratégias para a implementação de currículos que promovam a sustentabilidade e a conscientização sobre as mudanças climáticas.

MC-45 – A EJA QUE ALMEJAMOS E A CIÊNCIA QUE PRECISAMOS: DEMOCRATIZAÇÃO E EQUIDADE NO ACESSO AO CONHECIMENTO

Ministrantes: Sandro Tiago da Silva Figueira (UFF) e Adriana de Almeida (UERJ)

Ementa: Este minicurso tem como objetivo estabelecer interlocuções teóricas e práticas da Educação de Pessoas Jovens e Adultas (EJA) articuladas aos desafios da alfabetização científica em contextos de vulnerabilidade social. Busca-se refletir sobre o papel do professor e das práticas pedagógicas na mediação do acesso ao conhecimento científico. Toma-se os desafios colocados à EJA associados à defesa da Ciência para todos no sentido de problematizar as necessidades e especificidades da modalidade.

MC-46 – APRENDER COM A NATUREZA: AFETIVIDADE, CORPOREIDADE E APRENDIZAGEM MULTIESPÉCIE ENTRE CORPOS E POLVOS (SBEnBio)

Ministrantes: Alice Alexandre Pagan (UFMT), Iana Marassi dos Santos (UFS) e Sandro Prado Santos (UFU)

Ementa: Propomos com este minicurso uma abordagem para o ensino de Biologia que supere as limitações da epistemologia clássica, marcada por dicotomias rígidas e pela predominância de um paradigma mecanicista que separa corpo e mente, humano e natureza, cultura e organismo. Busca-se consolidar um ensino que não apenas se dedique a aprender sobre a natureza, mas que também incorpore o movimento de aprender com a natureza, entendendo-a como mestra e como parte constituinte das relações de conhecimento. Para tal propósito, percorreremos caminhos que busquem integrar a afetividade, a corporeidade e perspectivas multiespécie.

MC-47 – TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM – DESAFIOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Ministrante: Fabiana Martins Ribeiro (UFF)

Ementa: Transtornos de aprendizagem são condições de origem neurobiológica que afetam a capacidade do cérebro de processar informações, impactando o aprendizado de habilidades básicas como leitura, escrita e matemática. O curso traz uma abordagem clínica e educacional, mostrando como o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) podem superar os desafios encontrados na educação dos alunos do Ensino Fundamental.

MC-48 – CONSTRUINDO ESTRATÉGIAS DE ACOLHIMENTO À EDUCADORAS/ES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA

Ministrantes: Jessica da Silva David (UFRJ), Heloisa de Faria Pacheco (UFF) e Fernanda Pereira de Moura (UFF)

Ementa: A violência contra educadoras/es é uma realidade disseminada no Brasil, o que traz desafios para garantia de um contexto educacional democrático e que efetive a Liberdade de Ensino e o Pluralismo em Educação. Com base nisso, o Observatório Nacional da Violência contra Educadoras/res (ONVE) propõe o presente minicurso para lidar com violações que exigem a construção de estratégias coletivas e institucionais de acolhimento e proteção política, jurídica e psicossocial às educadoras/es.

MC-49 – MULHERES E CIENTISTAS PERSEGUIDAS NA DITADURA MILITAR (ABRAPEC)

Ministrante: Elisa Prestes Massena (UESC)

Ementa: O minicurso “Mulheres e cientistas perseguidas na Ditadura Militar” abordará as histórias de mulheres e cientistas que sofreram perseguição política durante o regime militar, destacando seus papéis na resistência, na defesa da liberdade e na reconstrução da democracia brasileira. A proposta é recuperar narrativas silenciadas e evidenciar a importância dessas mulheres e cientistas em tempos de repressão, como Elisa Frota Pessoa e Ana Rosa Kucinski. O minicurso promoverá reflexões sobre o papel da ciência como espaço de resistência e transformação social, ao valorizar suas contribuições, buscando incentivar a luta contínua por preservação da memória de quem, mesmo sob pressão, não desistiu da luta com coragem e resiliência.

MC-50 – OFICINA DE DOCUMENTÁRIOS: A ENTREVISTA NO CINEMA DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM.

Ministrante: Rodrigo Cazes Costa (UFF)

Ementa: O conceito de cinema documentário; o argumento no roteiro para documentários; a entrevista como instrumento de pesquisa para documentários; a realização do documentário de curta-metragem. O minicurso tem por objetivo, a partir do conteúdo da ementa, a realização, por grupos de três a quatro alunos, de documentários, com até cinco minutos de duração, constituídos, basicamente, por entrevistas realizadas durante a reunião da SBPC. O conjunto de filmes formará um panorama da reunião.

MC-51 – CULTURA POPULAR PARA PENSAR ARTE E CIÊNCIA (ESOCITE.BR)

Ministrantes: Isabel Leite Cafezeiro (UFF) e Priscila Tamiasso Martinhon (UFRJ)

Ementa: Este minicurso propõe alistar as dinâmicas da cultura popular para pensar artes e ciências. Para isso, serão propostas atividades em que se misturam movimentos e reflexões, corpo e pensamento, de modo a desvelar possibilidades de expressões de saberes que podem se concretizar de maneiras diversas daquelas exigidas pela ciência moderna. Nesse processo, uma diversidade de atores e atoras são colocados em cena como fazedores da ciência.

Veja abaixo a lista dos WEBMINICURSOS:

WMC-52 – HPLC PARA TODOS

Ministrantes: Alessandra Leda Valverde (UFF), Bruno Sérgio do Amaral (IFSP) e Ari Sérgio de Oliveira Lemos (UFF)

Ementa: Curso de introdução à cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), abordando desde os fundamentos da separação cromatográfica até estratégias modernas de desenvolvimento e otimização de métodos. O curso integra conceitos teóricos e aplicações práticas envolvendo instrumentação, seleção de colunas e fases móveis, modos cromatográficos (fase reversa, fase normal e HILIC), seletividade, detectores, introdução ao acoplamento com espectrometria de massas (LC-MS) e a carreira na área da cromatografia.

WMC-53 – MICROVESTÍGIOS PARA O COMBATE AO CRIME: SOLO NO CONTEXTO FORENSE

Ministrantes: Janaína de Assis Matos (UFF) e Carla Semiramis Silveira (UFF)

Ementa: Crimes no Brasil são constantes, e cabe aos peritos criminais levantarem as evidências científicas para solucioná-los. O solo é um vestígio capaz de conectar um objeto a um local de crime e/ou a um suspeito. O minicurso irá apresentar fundamentação teórica sobre criminalística, perícia criminal e microvestígios com a aplicação das metodologias e técnicas em geoquímica e mineralogia de solos para utilização em casos criminais, promovendo justiça e cumprindo o objetivo 16 da ODS.

WMC-54 – POR QUE A ANTÁRTICA IMPORTA PARA O BRASIL?

Ministrantes: Rosemary Vieira (UFF), Marcio Elysio Tavares de Mello Filho (UFF) e Diego Augusto Pereira da Costa Portella (UFF)

Ementa: O público tem pouco entendimento sobre os processos naturais atuantes nas regiões polares, apesar de sua importância. O curso foca sobre as principais características das regiões polares e a sua ação como reguladores climáticos; na influência da Antártica nos sistemas climáticos e ambientais da América do Sul e no Brasil; no estado atual e nas projeções das mudanças no continente; na importância da educação no combate à desinformação e na preparação da população frente as mudanças em curso.

WMC-55 – ESTIGMA EM SAÚDE MENTAL E OFUSCAMENTO CLÍNICO – DA MORTALIDADE À INCLUSÃO.

Ministrantes: Daniel Pagnin (UFF) e Valéria de Queiroz Pagnin (UFF)

Ementa: A alarmante redução na expectativa de vida das pessoas que sofrem de transtornos mentais, com perdas que superam 25 anos no Brasil, está diretamente ligada ao estigma e ao ofuscamento clínico — fenômeno em que sintomas físicos são atribuídos erroneamente à condição mental. Este minicurso aborda essa conexão fatal e apresenta estratégias baseadas em evidências para superar o estigma, promovendo a inclusão e o cuidado integral em saúde como um direito fundamental.

WMC-56 – CAPACITAÇÃO SOBRE MERCÚRIO E SAÚDE NA AMAZÔNIA (Ecotox Brasil)

Ministrantes: Isabela Soares Silva (UFPA), Caio Gustavo Leal de Nazaré (UFPA) e Camila Lago Pinheiro (UFPA)

Ementa: O curso aborda o mercúrio, seus usos históricos e atuais, impactos à saúde e ao meio ambiente, principais desastres e desafios na Amazônia. Introduz toxicologia, sinais de intoxicação, grupos vulneráveis, diagnóstico, monitoramento, prevenção e legislação. Organizado pelo IAMER, discute a exposição na Amazônia, riscos e ações de enfrentamento e assistência.

WMC-57 – PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO E MATERIALISMO HISTÓRICO: CIDADE, VALOR E PRÁXIS

Ministrantes: Silvia Scoralich de Carvalho (UFF) e Felipe Gustavo Silva (UFF)

Ementa: O minicurso propõe uma abordagem crítica do patrimônio cultural fundamentada no materialismo histórico-dialético, investigando como dinâmicas sociais determinam o que é reconhecido e preservado. Discutirá as relações entre produção da cidade, ideologia e seleção patrimonial, abordando poder, desigualdade e mercantilização, além de apresentar debates e casos sobre o sentido social dos bens culturais e alternativas para uma política patrimonial crítica e inclusiva.

WMC-58 – OS EFEITOS DA DESINFORMAÇÃO: AMAZÔNIA, INFÂNCIA E JORNALISMO (SOCICOM)

Ministrantes: Gabriel Ferreira Fragata (UFPA), Juliana Doretto (PUCCAMP) e Dione Oliveira Moura (UnB)

Ementa: A desinformação é um problema que perpassa diversas áreas do conhecimento e com efeitos em diferentes níveis sociais, econômicos e regionais. A proposta deste minicurso é tratar dos seus efeitos a partir de três perspectivas que dialogam entre si a partir da formação geral em Comunicação, ainda que não restrita. Em princípio tratar dos efeitos do processo contemporâneo de desinformação no jornalismo profissional. Em seguida, tratar dos cuidados necessários para evitar que este processo afeta as maneiras de se informar nas faixas etárias das infâncias e da adolescência. Por fim, a partir do que representou a realização da Cop-30 em Belém-PA, discutir a falta de informação sobre a região amazônica.

WMC-59 – ESCOLHENDO PERIÓDICO: COMO SUBMETER SEU ARTIGO SEM CAIR EM PRÁTICAS EDITORIAIS PREDATÓRIAS (ABEC Brasil)

Ministrantes: Sigmar de Mello Rode (UNESP), Silvia Regina Galleti (IB) e Edna Frasson de Souza Montero (ABEC)

Ementa: Este webminicurso tem como objetivo capacitar pesquisadores a identificar práticas editoriais predatórias e garantir que seus artigos sejam submetidos a periódicos confiáveis e de qualidade. Além de apresentar critérios e ferramentas para avaliar a credibilidade de periódicos e estratégias para verificar a reputação da editora, o curso destacará a importância de práticas editoriais éticas que promovam a diversidade, a equidade e a inclusão na ciência. Serão discutidas abordagens alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com foco na igualdade de gênero (ODS 5), na redução das desigualdades (ODS 10) e paz, justiça e instituições eficazes (ODS 16), evidenciando como a escolha de periódicos éticos pode contribuir para uma ciência mais inclusiva, acessível e representativa. Ao final, os participantes estarão aptos a tomar decisões informadas, alinhadas com as boas práticas científicas e os princípios da justiça social. (Gravado em 2025, por ocasião da 77ª Reunião Anual da SBPC, e relançado na 78ª Reunião Anual da SBPC, em razão da atualidade e relevância do tema).

WMC-60 – TURISMO INCLUSIVO: PRÁTICAS PARA UMA HOSPITALIDADE SEM BARREIRAS

Ministrantes: Ana Lúcia Reis de França (UFF), Sonia Mendes Ferreira (FAETEC-RJ) e Carlos Alberto Lidizia Soares (UFF)

Ementa: O minicurso aborda os fundamentos do turismo inclusivo e acessível sob a perspectiva dos direitos humanos, das políticas públicas e do modelo social de deficiência. Propõe reflexões sobre barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais, e apresenta estratégias de planejamento, atendimento e gestão de roteiros turísticos acessíveis. Integra princípios do design universal, hospitalidade ética e inclusão de pessoas com deficiência.

WMC-62 – PRÁTICAS CORPORAIS NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (CBCE)

Ministrantes: Phillipe Augusto Ferreira Rodrigues (UEPB), Júlia Aparecida Devidé Nogueira (UnB) e FÁbio Fortunato Brasil de Carvalho (INCA)

Ementa: Apresenta uma proposta formativa que visa fortalecer os laços entre o campo crítico das práticas corporais e os debates contemporâneos em saúde coletiva, na perspectiva de consolidar a Política Nacional de Práticas Corporais de Atividades Físicas no Sistema Único da Saúde.

Público-alvo: Estudantes de graduação ou pós-graduação.

WMC-63 – RELIGIÃO, VIOLÊNCIA E POLÍTICA NO RIO DE JANEIRO

Ministrantes: Cesar Pinheiro Teixeira (UFF), Christina Vital da Cunha (UFF) e Diogo Silva Corrêa (EHESS-França)

Ementa: O curso aborda transformações ocorridas nas favelas e periferias do Rio de Janeiro nas últimas décadas: a expansão do pentecostalismo e o fortalecimento de grupos armados, bem como seus cruzamentos, como no chamado “Complexo de Israel”. Examina também aspectos políticos associados a esse quadro, como o fortalecimento da presença pentecostal nos espaços institucionais, especialmente no legislativo e nas instituições de controle social.

WMC-64 – COMPORTAMENTO SUICIDA: FUNDAMENTOS, RISCOS E PROMOÇÃO DA VIDA (SBP)

Ministrantes: Marck de Souza Torres (UFAM) e Claudia Lucia Menegatti (PUCPR)

Ementa: Este minicurso aborda o comportamento suicida sob uma perspectiva interdisciplinar, articulando evidências científicas, fundamentos teóricos e práticas de cuidado em saúde mental. Serão discutidos aspectos conceituais, epidemiológicos e psicossociais, fatores de risco e proteção, sinais de alerta, estratégias de prevenção, posvenção e promoção da vida, bem como o papel das redes de apoio, dos serviços públicos e da atuação ética dos profissionais na construção de respostas sensíveis às desigualdades sociais e contextos de vulnerabilidade.

Jornal da Ciência

EDITORIAL – Um encontro para pensar o Brasil

EDITORIAL – Um encontro para pensar o Brasil

“A 78ª Reunião Anual será, mais uma vez, um espaço para aprender, dialogar, questionar, descobrir e construir pontes entre a universidade e a população. Um encontro em que a ciência deixa laboratórios e salas de aula para povoar o espaço público, revelando que conhecimento, inovação e pensamento crítico são elementos indispensáveis para qualquer projeto de desenvolvimento”, escrevem a presidente da SBPC, Francilene Garcia, e a secretária-geral da entidade, Andréa Macedo, para a editoria especial desta sexta-feira

Falta um mês para a abertura da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. De 26 de julho a 1º de agosto, a Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, receberá milhares de pesquisadores, professores, estudantes, gestores públicos e cidadãos para aquele que é, há quase oito décadas, o maior encontro científico da América Latina.

Mais do que uma tradição da comunidade científica, a Reunião Anual da SBPC consolidou-se como um espaço público de diálogo. Um lugar onde o conhecimento circula, diferentes perspectivas se encontram e questões estratégicas para o país são debatidas de forma aberta, plural e fundamentada em evidências.

A edição de 2026 acontece em um momento particularmente significativo. Em outubro, os brasileiros voltarão às urnas para escolher o presidente da República, governadores, senadores e deputados. Como em todos os anos eleitorais, a SBPC reafirma seu compromisso histórico com o fortalecimento da democracia e do debate público qualificado. Os candidatos à Presidência da República serão convidados a participar da Reunião Anual e apresentar suas propostas à comunidade científica e à sociedade.

Esse compromisso também se expressa no caderno “Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos”, resultado de meses de trabalho coletivo que reuniu pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento para discutir desafios e formular propostas para o desenvolvimento nacional. O documento, que em breve estará disponível ao público no portal da SBPC, reúne propostas para candidatas e candidatos ao Executivo e ao Legislativo sobre temas estratégicos para o desenvolvimento do país e convida cada cidadã e cada cidadão a conhecer quais dessas propostas encontram espaço nos programas apresentados pelos candidatos.

Ao longo da semana, a programação reunirá ministros de Estado, dirigentes das principais agências de fomento, representantes de instituições científicas, pesquisadores brasileiros reconhecidos internacionalmente e especialistas de diferentes áreas para discutir temas que estarão no centro das decisões do país nos próximos anos. Ciência, educação, saúde, mudanças climáticas, inteligência artificial, transição energética, soberania, combate à desinformação, inclusão e desenvolvimento estarão entre os assuntos em pauta.

A Reunião Anual da SBPC é também uma grande celebração da ciência.

As atividades da SBPC Jovem, da ExpoT&C, as oficinas, exposições, experiências interativas e o Dia da Família na Ciência aproximam o conhecimento do público de todas as idades e reafirmam um princípio que orienta a atuação da SBPC desde sua fundação: a ciência pertence à sociedade e deve estar ao alcance de todos.

Por isso, a 78ª Reunião Anual será, mais uma vez, um espaço para aprender, dialogar, questionar, descobrir e construir pontes entre a universidade e a população. Um encontro em que a ciência deixa laboratórios e salas de aula para povoar o espaço público, mostrando que conhecimento, inovação e pensamento crítico são elementos indispensáveis para qualquer projeto de desenvolvimento.

Nesta editoria especial do JC Notícias, convidamos toda a sociedade a fazer parte dessa grande celebração do conhecimento e de um espaço aberto, plural e democrático de reflexão sobre o Brasil que queremos construir.

Esperamos você, de 26 de julho a 1º de agosto, no campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense, em Niterói. A entrada é livre e gratuita para todos!

Francilene Procópio Garcia, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

Andréa Mara Macedo, secretária-geral da SBPC e coordenadora geral da 78ª Reunião Anual da SBPC

Por Jornal da Ciência

Vozes da SBPC: Crise ambiental, habitacional e as desigualdades sociais contemporâneas

Vozes da SBPC: Crise ambiental, habitacional e as desigualdades sociais contemporâneas

Mesa-redonda do evento recebe a pesquisadora Lourdes Brazil para refletir sobre os impactos ambientais no cotidiano da população brasileira

A crise climática e habitacional é um fenômeno contemporâneo que atinge desde pequenos municípios à grandes metrópoles. Desmatamento de vegetação nativa, construções em áreas inseguras e o aquecimento global são alguns dos fatores que, não apenas ampliam o problema, como também evidenciam a maneira que as desigualdades sociais ditam as condições de existência e sobrevivência nas cidades hoje.

Esse será um dos temas discutidos na programação da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), sediada na Universidade Federal Fluminense (UFF) em julho deste ano. A conversa “Crise habitacional e ambiental: políticas públicas urbanas e direito à moradia” será mediada pela coordenadora Lourdes Brazil, com participação das pesquisadoras Denise de Alcantara Pereira, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e Diana Helene Ramos, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Além de pesquisadora, Lourdes também é professora associada do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Biotecnologia da UFF. Com parcerias internacionais e experiência nas áreas de ecologia social, desenvolvimento urbano  e educação para sustentabilidade, a pesquisadora busca relacionar esses temas com a melhoria da qualidade de vida e luta pela equidade social de raça, classe e gênero.

A mesa-redonda da qual você vai participar na 78ª Reunião Anual da SBPC discute sobre a crise habitacional e ambiental. O que caracteriza essa crise? Por que ela se tornou um dos principais desafios das cidades nos últimos anos?

Lourdes: A SBPC é uma reunião que discute questões pertinentes à democracia, une pesquisadores e, principalmente, que populariza a ciência. O tema do evento deste ano, com foco em soberania, desenvolvimento e inclusão, tem tudo a ver com a crise ambiental. O problema habitacional diz respeito ao déficit absoluto de moradias. Segundo pesquisas recentes, faltam cerca de 6 milhões de casas no Brasil para atender a população, com índice maior no Sudeste. Além de haver mais residências precárias em relação à qualidade do material, espaçamento e localização. A crise faz com que cada vez mais pessoas ocupem ecossistemas frágeis, que ficam em lugares sujeitos aos impactos das emergências climáticas, como as encostas dos morros, beiras de estradas ou áreas de manguezais. O déficit habitacional em crescimento, junto à crise climática, é uma questão preocupante, principalmente para as residências precarizadas, que sofrem maiores impactos com chuvas torrenciais ou altas temperaturas. Não é possível pensar em desenvolvimento se as pessoas não têm um local adequado para viver.

As consequências da crise climática e habitacional são piores para as populações marginalizadas e desprivilegiadas.
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Muitas pessoas ainda associam os impactos das mudanças climáticas apenas às populações mais vulneráveis. Porém, pesquisas como a do Aurora Lab e More in Common mostram que 85% dos brasileiros já notam esses efeitos no cotidiano. Como esses fenômenos afetam diferentes grupos sociais e o funcionamento das cidades?

Lourdes: As tempestades afetam a todos, desde encher as casas, afetar a locomoção ou arrasar plantações de agricultura familiar. A estatística da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) indica que, até 2050, cerca de 158 milhões de mulheres entrarão em condições abaixo da linha da pobreza devido aos eventos climáticos extremos. Em uma visita à comunidade Vital Brasil, em Niterói, junto a uma orientanda, conversamos com várias mulheres, em que a maioria eram chefes de família, e elas diziam que não tinham mais dinheiro para investir, apenas para consertar, com obras que não duravam muito tempo, a casa afetada pela chuva. As alterações climáticas afetam os países do norte, do sul e, no Brasil, afetam várias regiões. Dentro dessas áreas, tem um grupo que é muito mais afetado. Nós falamos sempre que as mulheres estão sofrendo os impactos climáticos, mas não queremos só apresentar esses dados, mas trazê-las para o debate, para que elas possam também ser construtoras de soluções.

O que explica as mulheres serem mais atingidas pelas crises habitacionais e climáticas?

Lourdes: As opressões históricas de gênero e classe fazem com que as mulheres tenham uma série de desvantagens e desigualdades. Elas estão nos extratos mais baixos da nossa sociedade, na base da pirâmide, principalmente as mulheres negras, mestiças e indígenas. E, agora, estudamos a chamada opressão territorial: mulheres que são chefes de família, com vários filhos, que vivem com rendas baixas e passam por um quadro de precariedade em um local inadequado.

Como os governos e instituições podem agir para mudar as circunstâncias atuais que afetam o direito à moradia garantido por lei? 

Lourdes: Na verdade, faltam políticas públicas mais amplas. Aumentou a oferta de moradia, mas também aumentou o número de moradias precárias. E as pessoas que estão nessas residências são aquelas que não são contempladas pelas políticas públicas pelo nível de renda, e, principalmente, por não terem informação. Existe um contingente alto de pessoas que estão à margem das políticas habitacionais de moradia, um conceito amplo que se refere apenas à casa. Moradia tem relação com acesso aos serviços e equipamentos urbanos como escola, saúde, área verde e transporte. É preciso haver um compromisso em nível municipal, estadual e federal para identificar os indivíduos que não têm acesso às políticas públicas e os retirarem de situações precárias, algo anterior ao “Minha Casa, Minha Vida”, por exemplo.

Os trabalhos coordenados no Centro Gênesis mudaram toda a região em que o espaço está localizado, com mais biodiversidade e equilíbrio ambiental. Foto: Arquivo Pessoal

Você criou nos anos 90 o Centro de Educação Ambiental Gênesis, que tem ações sociais voltadas à educação sobre sustentabilidade e preservação da natureza, e já recebeu prêmios e reconhecimentos internacionais da UNESCO e ONU Habitat. Quais são as principais linhas de atuação da instituição hoje?

Lourdes: O Centro Gênesis é uma microempresa que tem como missão educar para a sustentabilidade, com serviços e programas que podem ser implementados em diferentes locais, além de pesquisas. Nosso trabalho mais importante é a recuperação da cobertura vegetal: desde 2002 já plantamos mais de seis mil pés de árvores nativas da Mata Atlântica e, à medida que essas árvores cresceram, também nasceu um bosque com quase 100 pés de pau-brasil. Isso criou uma ilha de frescor no bairro de São Gonçalo, um dos municípios mais quentes da região metropolitana do Rio de Janeiro, além de atrair biodiversidade para o espaço com pássaros, borboletas e mariposas. 

Também temos um projeto chamado “Construindo Caminhos para Sustentabilidade”, que foi um dos vencedores no concurso da ONU Habitat Nacional Petrobras em 2010, e fomos selecionados para a primeira Conferência Mundial de Educação para a Sustentabilidade pela UNESCO por um projeto realizado com crianças de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. Recebemos visitas de outros países e, dentre muitos projetos e premiações, também temos uma parceria com a Fiocruz, que mostra às mulheres o que são emergências climáticas. Não são sinais do fim dos tempos, mas mudanças provocadas por uma série de transformações políticas, econômicas e sociais. Elas entendem que a situação não é espontânea e a solução não é individual, mas é um problema que precisa ser resolvido através de políticas públicas.

Além de já ter atuado no exterior, você também toca uma disciplina no Programa de Pós Graduação da UFF sobre vulnerabilidade urbana, que reúne estudantes brasileiros e estrangeiros. Qual a importância de alunos internacionais participarem desses debates, sobretudo os alunos da América Latina e África, continentes inferiorizados frente às chamadas potências mundiais?

Lourdes: Fui professora visitante na universidade Colégio Veracruzano, no México,  e trabalhei com um programa de desenvolvimento sustentável. Também tenho um vínculo com alunos da Angola, onde atuei como pesquisadora convidada no Programa de Pós-Graduação da Engenharia Civil, na linha de sustentabilidade. A disciplina internacional na UFF surgiu quando descobrimos todos os impactos positivos do laboratório vivo no Centro Gênesis. A partir disso, começamos a estudar as possibilidades de ter bosques em lugares periféricos no Brasil, no México e em Angola. É muito bom poder dialogar com pesquisadores de outros territórios, como as professoras mexicana e colombiana que também estão à frente da disciplina. Nós sempre estudamos as periferias e trabalhamos com a valorização e empoderamento comunitário. O meu grande sonho é transformar o Centro Gênesis na Universidade da Mata Atlântica, com apoio de instituições internacionais.

Como você disse no princípio, a SBPC aproxima a ciência da sociedade, incentivando discussões e reflexões sobre assuntos importantes. Qual é o papel dos pesquisadores na comunicação de temas como mudanças climáticas, planejamento urbano e sustentabilidade para além da universidade? Por que é importante abordar esses temas em um evento tão grande como a SBPC?

No Brasil, a universidade ainda tem as portas fechadas e a população ainda está longe dela. Nós temos que fazer um esforço deliberado para levar os assuntos acadêmicos até a população. Estamos caminhando e já melhorou bastante, mas ainda não chegamos no ponto que precisa ser para que essas populações, as mais afetadas, saibam o que está acontecendo. Durante a mesa na SBPC vou levar o meu livro “Tudo que ficou para trás, tudo que virá pela frente”, que aborda um pouco o tema da moradia. O livro foi um dos 10 finalistas do concurso de ensaios do Instituto Marielle Franco e nele eu faço uma retrospectiva do deslocamento da população dos centros urbanos para as periferias. O que ficou para trás são as escolas, serviços de saúde, áreas de lazer, cultura e viver em um lugar bem afamado; e tudo que virá pela frente é o movimento que estamos fazendo para conquistar as melhorias e alertar a população.

Para a professora, a SBPC é a oportunidade da ciência chegar à população, sobretudo a porção mais jovem. Foto: Arquivo pessoal

Lourdes Brazil dos Santos Argueta é pesquisadora e professora no Programa de Pós-Graduação em Ciências e Biotecnologia da Universidade Federal Fluminense (UFF). É doutora e mestre em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), especialista em Planejamento Ambiental e Metodologia de Ensino Superior e graduada em Ciências Econômicas pela UFF.

Por Letícia Souza

Inscrições abertas para os minicursos da 78ª Reunião Anual da SBPC

Inscrições abertas para os minicursos da 78ª Reunião Anual da SBPC

Já estão abertas as inscrições para os minicursos da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que será realizada na Universidade Federal Fluminense (UFF), de 26 de julho a 1º de agosto de 2026.

A programação reúne mais de 60 minicursos presenciais e virtuais, abordando temas atuais e estratégicos para a ciência, a educação, a inovação, a sustentabilidade, a saúde, a cultura, a tecnologia e as políticas públicas. As atividades serão ministradas por especialistas de instituições de ensino e pesquisa de todo o país, proporcionando aos participantes oportunidades de aprofundamento teórico, troca de experiências e atualização profissional.

Entre os temas oferecidos estão inteligência artificial na educação, mudanças climáticas, astronomia, divulgação científica, computação na educação básica, ciência cidadã, saúde e meio ambiente, equidade de gênero, metodologias ativas, patrimônio cultural, educação inclusiva, sustentabilidade, políticas públicas, entre muitos outros.

Os minicursos são voltados para diferentes públicos, incluindo estudantes de graduação e pós-graduação, professores da educação básica, pesquisadores, profissionais de diversas áreas e interessados em ciência e tecnologia.

As vagas para os cursos presenciais são limitadas de acordo com a capacidade do local de realização.

Confira aqui as normas de matrícula.

Inscrições e programação completa aqui.

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